Conservação vs. Preservação
- Matheus Figueiredo

- 18 de nov. de 2018
- 2 min de leitura
Muitas pessoas confundem o conceito de preservação com o conceito de conservação e acaba que cometem erros ao expor sobre uma opinião que foge do seu conhecimento.
Vamos esclarecer à todos o que é cada um desses tópicos.
Conceito de conservação:
É a utilização racional de um recurso qualquer obtendo rendimento, porém, garantindo a renovação e a sustentação do recurso visado. Os argumentos em prol da conservação da biodiversidade incluem dimensões ecológicas, econômicas, políticas, éticas e estéticas (Gaston e Spicer, 1998). O principal mecanismo para a conservação da biodiversidade in situ (no local), adotado por diversos países, é o estabelecimento de áreas protegidas ou unidades de conservação (Kemf, 1993). Odum (1971) contextualiza a conservação com o objetivo de “assegurar a preservação de um ambiente de qualidade que garanta necessidades estéticas, de recreação e de produtos”, e que “assegure uma produção contínua de plantas, animais e materiais úteis, mediante o estabelecimento de um ciclo equilibrado de colheita e renovação”. Temos então que a conservação ambiental quer dizer o uso apropriado do meio ambiente, dentro dos limites capazes de manter sua qualidade e seu equilíbrio, em níveis aceitáveis.
Conceito de preservação:
É a ação de se conservar o que já existe, e procurar levar o que esta se conservando o mais próximo da realidade, e impedir que se destrua. É proteger um ecossistema ou um recurso sem utiliza-lo de forma racional e planejada, impedindo a ação do homem afim de preservar espécies ameaçadas.
Durante os anos 1980, a questão da diversidade da vida esteve em pauta, como objeto de pesquisa para os cientistas e como motivo de preocupação para ativistas e cientistas. Ações para salvar espécies da extinção, sobretudo espécies mais carismáticas da fauna e da flora – como mamíferos, pássaros, árvores grandiosas ou plantas com belas flores – não eram novas. Faziam parte da tradição relacionada com a criação de parques nacionais e reservas, que, além da preservação da fauna e da flora selvagens, objetivava a proteção de paisagens e aspectos geológicos de grande beleza. Para tanto, a noção de “patrimônio natural” era bastante apropriada e suficientemente ampla (MCCORMICK, 1992; NASH, 2001; LEWIS, 2007). O conceito de biodiversidade e o consenso entre cientistas e ativistas sobre a urgência em evitar que a biodiversidade continuasse a ser destruída pelos excessos da espécie humana conduziram a um deslocamento na maneira de enfocar a questão da preservação da natureza. De uma preocupação com a preservação da vida selvagem, com suas paisagens sublimes e com a fauna e a flora carismáticas, aos poucos, houve uma transição para a noção de conservação da biodiversidade. (NASH, 2005; LEWIS, 2007).
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Referências:
Gaston, K. J.; Spicer, J. I. 1998. Biodiversity – an introduction. Blackwell, Oxford, 144 pp.
Kemf, E. 1993. Indigenous peoples and protected areas. Earthscan, London, 296 pp.
LEWIS, Michael. Wilderness and Conservation Science. In: LEWIS, Michael (edited by). American Wilderness: A New History. New York: Oxford University Press, 2007, p. 205-261.
MCCORMICK, John. Rumo ao Paraíso: A História do Movimento Ambientalista. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1992.
NASH, Roderick. Wilderness and the American Mind. Yale: Yale University Press, 2001.
Odum, E. P. 1971. Fundamentos de Ecologia. 4ª ed. Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 927 pp




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