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Fusão do MMA com MAPA

  • Foto do escritor: Matheus Figueiredo
    Matheus Figueiredo
  • 1 de nov. de 2018
  • 3 min de leitura

Nova fusão mostra pontos negativos para economia e meio ambiente e preocupa especialistas.




Hoje vamos falar sobre a provável fusão do ministério do meio ambiente (MMA) com o Ministério da Agricultura e Pecuária o (MAPA).

Mal começou a transição e Jair Bolsonaro já dá o que falar sobre sua futura forma de governar. A fusão de vários ministérios totalizando até agora em 15 estão deixando diversas pessoas, empresas e estudiosos preocupados. No meio ambiental e para a sociedade o pior deles é a fusão do MMA com o MAPA.

A ideia da pasta ambiental se fundir com a pasta da agricultura põe em cheque a preservação ambiental dando poder a agricultura de acelerar o desmatamento. Porém, o buraco é mais embaixo.

Em uma nota, o atual ministro do meio ambiente Edson Duarte, diz que o novo ministro teria dificuldades operacionais que poderiam resultar em danos para as duas agendas já que o MMA não lida somente com a atividade de desmatamento proveniente da agropecuária, mas também com petróleo, homologação de modelos de veículos automotores, poluição do ar e diversas outras frentes em que o novo ministro teria que dar conta e ainda cuidar da parte agropecuária.

O Também atual ministro da agricultura Blairo Maggi também falou em nota que a decisão do governo Jair Bolsonaro trará prejuízos ao agronegócio que, segundo ele, é cobrado por países europeus pela preservação do meio ambiente. Hoje a União européia é o maior importador de carne do Brasil. A produção é monitorada para que não haja incentivo ao desmatamento na produção de carne bovina brasileira e essa decisão pode balançar o mercado econômico e fazer com que o Brasil perca grande parte do mercado.

Um nome que foi cotado até agora para ser futuro ministro da agricultura é o de Eumar Novacki, em entrevista ele também ressalta a possibilidade que o retrocesso na preservação do meio ambiente no país pode causar restrição à entrada de produtos brasileiros no mercado internacional além do novo ministro precisar ter esse papel de liderar, com uma visão holística e ter secretários abaixo que cuidem especificamente de cada área.

Uma carta aberta dos ex ministros do meio ambiente de 92 até 2016 e uma nota do greenpeace também foram divulgados contra a fusão dos ministérios.

Em resumo, o atual e os ex ministros do meio ambiente, da agricultura, o possível nome para novo ministro e as associações ambientais do país veem com maus olhos essa fusão. Em contrapartida há também uma visão que contrapõe esse cenário, onde forçar duas pastas a chegarem ao meio termo para que ambas possam crescer no novo governo seria uma oportunidade de salto quântico tanto na questão ambiental quanto na questão agrária, porém o novo ministro teria que ter essa visão holística e estar aberto a conversa com ambas as partes. Teremos que aguardar os próximos capítulos de novela mexicana e torcer para que o novo presidente volte atrás da sua decisão.

Esperamos que esse balanço rápido tenha servido para o reconhecimento da atual situação brasileira e quem tiver mais alguma dúvida, tentaremos buscar soluções em conjunto e estaremos dispostos a conversar.

Agradeçemos a todos e um bom fim de semana.


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